Brasil ainda 'engatinha' na internacionalização de empresas
Mesmo destacando-se entre países em desenvolvimento, presença global é restrita.Para especialistas, processo é recente no país e tende a se acentuar nos próximos anos.
Brasil tem 13 empresas em ranking das 100 mais competitivas
Brasil é 12º maior investidor do mundo
Vale pretende investir US$ 11 bilhões em 2008
Vale 'internacionaliza' marca com investimento de US$ 50 milhões
Gerdau é empresa mais internacionalizada do país
Pense em um país cujas empresas têm filiais nos países mais distantes, investem bilhões de dólares em todo o mundo e empregam dezenas de milhares de trabalhadores das mais diversas nacionalidades. Embora não seja errado pensar no Brasil desta maneira, o país ainda "engatinha" no que diz respeito a ser um grande investidor internacional, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Somente as 20 empresas brasileiras com mais ativos no exterior possuem mais de US$ 56 bilhões alocados em países estrangeiros (dado de 2006), segundo levantamento da Fundação Dom Cabral em parceria com a Universidade de Columbia. Três companhias deste grupo, lideradas pela Odebrecht, têm mais de 10 mil empregados no exterior cada.
“Em alguns setores, como mineração e siderurgia, o Brasil atingiu o nível das grandes multinacionais. Mas, sem dúvida, a grande característica do país ainda é de receptor, e não de realizador de investimentos”, comenta Alex Agostini, economista da consultoria Austin Rating. Em 2006, pela primeira vez o fluxo de saída de investimentos diretos no Brasil (US$ 28 bilhões) foi maior que o de entrada (US$ 19 bilhões). No entanto, isso se deveu em grande parte à aquisição da canadense Inco pela Vale, por mais de US$ 18 bilhões. Chama-se investimento direto estrangeiro (IDE) o capital alocado em algum país estrangeiro para a criação de empresas agrícolas, industriais ou de serviços, com objetivos de longo prazo.Tirando-se o negócio da Inco do balanço entre investimentos recebidos e enviados, o país é definitivamente um receptor. “Não vamos ter negócios como esse com muita freqüência”, analisa Luís Carlos Carvalho, professor da Fundação Dom Cabral que participou da realização de um ranking das maiores multinacionais brasileiras. Para efeito de comparação, no mesmo ano, os EUA investiram US$ 216 bilhões.
Ao todo, segundo a Conferência das Nações Unidas Para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), o Brasil havia acumulado, até 2006, US$ 222 bilhões de investimentos diretos estrangeiros recebidos, contra US$ 87 bilhões enviados pelas empresas nacionais ao exterior, o que equivale a 8,2% do PIB. No Chile, essa proporção é de 18,4% e na Espanha, de 41,5%.
Na Rússia, o montante de investimentos externos feitos pelas empresas multinacionais com sede no país chega a 16%, para citar outra economia de país em desenvolvimento de grande porte que pode ser comparada à do Brasil.A distribuição por setor da economia demonstra que as maiores multinacionais brasileiras se concentram na exploração de recursos naturais, com duas empresas (Vale e Petrobras) representando mais de dois terços dos ativos no exterior das 20 maiores transnacionais.
Ranking das 20 maiores multinacionais brasileiras (em volume de ativos no exterior) :
1.Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) -Mineração
2. Petrobras - Petroleo e gas
3. Grupo Gerdau -Siderurgia
4.Embraer - Industria aeronautica
5 Grupo Votorantim - Diversificado
6 CSN - Siderurgia
7 Camargo Corrêa -Diversificado
8 Grupo Odebrecht - Construção e petroquimico
9. Aracruz - Papel e polpa
10. WEG- Eletromecanico
11.Marcopolo - Industria automobilista
12.Andrade Gutierrez - Diversificado
13.Tigre - Construção
14. Usiminas - Siderurgia
15. Natura - cosmeticos
16.Itautec -TI
17America Latina Logística S/A -Transporte e logistica
18.Ultrapar/Grupo Ultra -Diversificado
19 Sabó -Autopeças
20. Lupatech - Eletromecanico
Fonte: Fundação Dom Cabral e Columbia University. Dados referentes a 2006.
Um segundo grupo, composto de empresas que fornecem insumos para outras indústrias, representa mais de 19% - ou seja, mais de um terço dos ativos das 20 maiores transnacionais estão relacionados a atividades da base da cadeia produtiva. Outra porção está relacionada ao setor de construção civil.
Evolução tecnológica
Mas o fato de o Brasil não ter empresas de tecnologia de ponta ou de serviços neste grupo de investidores não deveria ser empecilho à internacionalização, segundo Carvalho. “Nossas maiores empresas não são de bens intermediários, mas não tenho muita ilusão de que o Brasil precisa reproduzir todo o ciclo de evolução tecnológica dos países desenvolvidos para se internacionalizar”, comenta.Na visão do professor, as multinacionais do Brasil ainda não atingiram maior alcance porque o processo de internacionalização começou recentemente. “É um processo que começou há pouco mais de dez anos. Neste sentido, não é correto afirmar que o Brasil está ‘atrasado’”, opina.
Agostini também aponta meados dos anos 1990 como ponto inicial para a atuação internacional maciça de companhias brasileiras. “Graças à estabilidade econômica, o Brasil conseguiu entrar no jogo”, observa. Assim, nesta história recente, ainda não houve tempo para que a cultura de internacionalização se arraigasse no meio empresarial. “Falta o sentido de padrão internacional em muitas das nossas empresas”, comenta Carvalho, da Fundação Dom Cabral. “Se olharmos as empresas que se internacionalizaram, veremos que boa parte delas foi fundada por imigrantes. Esse tipo de empresa ‘retorna’ mais fácil ao exterior”, completa.
Risco-país
Para o professor, falta também mais apoio do governo e das associações empresariais: “Países como Malásia e Estados Unidos cobrem o risco-país de empresários que querem crescer no exterior (ou seja, oferecem crédito com juro equivalente ao daquele cobrado para investimento interno, assumindo o risco adicional de aplicar o recurso em país estrangeiro). Além disso, são poucas as associações ou entidades no Brasil que oferecem aos empresários uma assistência à internacionalização." Desde 2005, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) possui uma linha de financiamento voltada exclusivamente a empresas brasileiras que desejam comprar ativos no exterior.
No entanto, desde o lançamento, apenas quatro empresas assumiram financiamentos nessa modalidade, totalizando pouco mais de R$ 340 milhões. Mais da metade desse valor foi para a aquisição do maior grupo de carnes e embutidos da Argentina, Swift Armour, pelo frigorífico Friboi.Mesmo que ainda falte muito para o Brasil se tornar um grande exportador de capitais e empresas, os especialistas ouvidos pelo G1 concordam que o processo tende a se acentuar. “No mundo inteiro há fusões e aquisições, e isso não deve parar. É uma tendência mundial e, por conta da estabilidade econômica, o Brasil entrou no jogo. A única questão é saber se nossas empresas terão tempo de sair do país ou se elas serão compradas pelas multinacionais estrangeiras antes”, comenta Agostini.
sábado, 22 de noviembre de 2008
martes, 21 de octubre de 2008
AMAZONTECH2008
Es la Sexta Edicion, que se realizara en la capital del estado Maranhão , ciudad de São Luis , al Norte de Brasil , entre el estado de Pará y estado de Piaui. Aconsejamos entrar en la pagina Web siguiente: www.amazontech2008.com.brsábado, 24 de mayo de 2008
CENTRO DE CONVENÇOES Y SHOW ROOM PARA PRODUTOS DO BRASIL
CENTRO INTERNACIONAL DE NEGOCIOS
Extraordinaria Edificacion de aproximadamente 110.000 metros cuadrados a inagurarse en la ciudad de Maracay, capital del Estado Aragua. El proyecto incluiría una Área de Exposiciones divididas en varias secciones : Fabricantes de Muebles de Oficinas , de hogar, de niños y sus accesorios, Muebles de exterior; Sección de Energía y Petróleo y sus derivados, Plásticos y Derivados, Revestimientos de pisos y paredes, Alimentos e bebidas, Materiales de Reconstrucción y derivados y otros. Además se incluirán espacios para exposiciones temporales, Auditorios para para seminarios, salón de convenciones.
Extraordinaria Edificacion de aproximadamente 110.000 metros cuadrados a inagurarse en la ciudad de Maracay, capital del Estado Aragua. El proyecto incluiría una Área de Exposiciones divididas en varias secciones : Fabricantes de Muebles de Oficinas , de hogar, de niños y sus accesorios, Muebles de exterior; Sección de Energía y Petróleo y sus derivados, Plásticos y Derivados, Revestimientos de pisos y paredes, Alimentos e bebidas, Materiales de Reconstrucción y derivados y otros. Además se incluirán espacios para exposiciones temporales, Auditorios para para seminarios, salón de convenciones.
VENEZUELA E BRASIL EN BUSCA DE MELHOR COMUNICAÇAO
Brasil y Venezuela – EN BUSCA DE UNA MEJOR COMUNICACION Para el cierre de diciembre de 2007 , las exportaciones brasileras acumuladas del año concluyeron una facturación próxima a los 160 mil millones de dólares americanos y importaciones cercanas a los 120 mil millones de dólares; mientras Venezuela alcanzo los 65 mil millones en exportaciones y 44 en importaciones.En síntesis, Venezuela exporta casi la mitad del total de lo que exporta Brasil y mas de un tercio de todas las importaciones brasileras.En fin, son dos países de una importancia relativa , que no se pueden ignorar. Al revés, deben hacer todo para definir estrategias convergentes y otras complementarias para el bien social de ambos países.Brasil podrá aportar tecnología de punta y cadenas productivas y complementarias en diversos sectores la industria , la agricultura y la pecuaria y servicios en general..Planificar en conjunto estrategias energéticas a mediano y largo plazos desarrollar proyectos de empresas aguas abajo. Organizar compañías binaciones de transporte, almacenamiento y logística . Aportar proyectos de infraestructura de comunicación , carreteras, ferrocarriles y telecomunicaciones Mejorar los sistemas de permuta y sistema de pagos de productos y servicios , así como eliminar la burocracia entre los países sudamericanos.Con todo el esfuerzo de los Encuentros Presidenciales y Gubernamentales añadidos a los Encuentros Empresariales Binacionales en ambos países, los objetivos de integración no ha alcanzado su apogeo, porque no hay un conocimiento de lo que efectivamente cada uno desea del otro y de lo que cada uno piensa que sea y cuales son las estrategias geopolíticas diferenciadas que emanan de sus respectivos Gobiernos. Brasil es una potencia agrícola y de los agros negocios y mucho podría contribuir a los desarrollos agrícolas tropicales latino americano a través de la Institución de Investigación Agrícola EMBRAPA, desarrollando la biogenética.la flora, la bioenergia , la pecuaria y otros. Al mismo tiempo, es una fortaleza en la tecnología de punta, fabrica de fábricas, bienes de capitales incubadoras de empresas que podrían aportar excelencia en las empresas endógenas y sociales, sin embargo no ha tenido la presencia que se merece. Hay instituciones en lo que se refiere al aprendizado industrial y agrícola que podrán contribuir al perfeccionamiento y capacitación de recursos humanos, como es el caso de Senai y otras instituciones Lo mismo se dice en el desarrollo de microempresas y franquicias que podrán apalancar el desarrollo de empresas . Venezuela , por su vez es una potencia en la producción de petróleo , gas y petroquímica y empresas aguas abajo. Tiene un parque industrial de alimentos , plásticos, metalúrgico, materiales de construccion,etc, que podrá atender al Norte de Brasil , principalmente al polo comercial e industrial de Manaus y hasta el presente no se ha definido una estrategia convergente en esas regiones, para el desarrollo de varias empresas binacionales y de las poblaciones.que la circundan.
martes, 13 de mayo de 2008
Proposta de Moacyr Para importar produtos da Venezuela
Qual produtos venezuelanos poderiam ter a melhor chance para ser vendidos ao norte do Brasil ? Historicamente, eram os materiais de construção entre os quais cimento , estruturas metalicas, arame etc, produtos de mar , produtos plasticos , resinas, fertilizantes e alguns produtos de consumo massivo. Hoje quase todos atendem ao mercado local e não ha excedentes de exportação. Assim mesmo, existe mais uma agravante que é a paridade da moeda venezuelana , congelada ha mais de 3 anos a Bs 2,15/ US$, o que torna os produtos pouco competitivos no exterior, fora o processo burocratico que implica a exportação .
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